Que ele saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais...
Que ele note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta...
Que ele aceite que eu me preocupe com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor...
Que ele perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso...
Que se eu fizer uma bobagem ele goste um pouco mais de mim, porque também preciso fazer tolices algumas vezes...
Se eu estiver apenas cansada, ele não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem me diga que reclamo demais...
Que ele perceba o quanto dói a idéia da separação precoce, e ouse ficar comigo um pouco - ao invés de voltar logo à sua vida...
Que se eu estiver numa fase ruim ele seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem me cobrando nada...
Que quando sem querer eu dizer algo inadequado diante de mais pessoas, ele não me exponha nem me ridicularize...
Que se eventualmente eu perder a paciência, perder a graça e perder a compostura, ele ainda assim me ache linda...
Que ele não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não puder ser nada disso.
Que, finalmente, ele entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-perfeita, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher...
Não uma barbie....
Apenas um bonequinha de pano...
A SUA bonequinha de pano.


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