
Em algum momento ele estava ali.Como se nunca tivesse ido embora, apenas feito uma viagem para enganar os panos que o cobriam. O buraco estava ali novamente, e o peito da boneca de pano, vazio...Mas não importava ser em seu peito, pois o oco não lhe incomodava mais. O problema não era a ausência em si, talvez nunca tivesse sido, e sim a dor que esta transmitia agora. O buraco presenteava-lhe com facadas. Facadas fortes em seu leve corpo de pano, perfurando seus vestidos e deixando-os sem renda.Como pontadas que diminuem de intensidade de acordo com o passar dos ponteiros do relógio. Mas o relógio não parecia a ajudar. Ele andava devagar, como se tivesse medo de ir para um próximo minuto, uma próxima hora.E ela implorava...implorava para que passasse mais rápido e chegasse a hora de essa dor enfim cessar.Mas ela nao cessava.As pontadas demoraram...mas em algum momento dimuiram. E passaram a ser somente latejantes. Não mais facas. Agora só latejavam e pinicavam encomodando...machucando....Suas mãos moles não mais continham a dor e mesmo em menor escala, ela abrangia todo o corpo,fazendo o bonequinha de pano sofrer...Ela não tinha mais como se mover. Seus membros pediam para ficar parados. Os movimentos não lhe eram propícios...ja não eram necessários.
Então nada mais se ouvia...apenas o “tumtumtum” daquela dor latejante ao fundo...E então ela ficou imóvel.Presa em sua caixinha de madeira...esperando momento em que aquela iria desaparecer,permitindo a ela...voltar a vida...
Então nada mais se ouvia...apenas o “tumtumtum” daquela dor latejante ao fundo...E então ela ficou imóvel.Presa em sua caixinha de madeira...esperando momento em que aquela iria desaparecer,permitindo a ela...voltar a vida...

naaay que lindo meu Deus *---*
ResponderExcluirguria voce tem muito talento,não que passa um pouquinho pra mim não?hehe'
BeeeijoOs!*